terça-feira, 20 de setembro de 2011

Edmundo, o Justificado


Quando li "O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa" pela primeira vez tive muita raiva do Edmundo, ele era um mentiroso, mal-humorado e mau. Quando visita Nárnia pela primeira vez e depois mente para o Pedro e a Suzana, dizendo que estava apenas brincando com a Lucy, que ódio senti dele, uma vontade de esmurrá-lo, quando ele vai para o castelo da Feiticeira Branca e revela a presença de Aslam em Nárnia, Ah! que raiva.

Quando ela, a Feiticeira, o pune por chegar sem seus irmãos, eu disse: "Bem feito! Teve o que merece!". No final do livro, ele até subiu no meu conceito, mas ainda era uma personagem pela qual não tinha nenhum afeto.


Como eu fui apressado naquela primeira vez, como detestei o Edmundo aquela dia, mas na segunda ou terceira vez que li, não lembro bem, eu percebi o que tanto odiei no Edmundo, ele era basicamente Eu, na verdade, ele é uma representação de toda a humanidade.

Quando lemos Nárnia pela primeira vez, geralmente, nos imaginamos como Pedro, o destemido, ou Lucy, a de coração puro e bom, acho que nunca me imaginei como a Suzana, afinal sempre achei ela muito antipatica, mas a verdade é que somos o Edmundo. Nós somos os traidores, cuja pena exigia um preço de sangue, foi por causa da nossa traição que Aslam foi morto, nós que preferimos os manjares turcos da Feiticeira.

No final do livro, temos a transformação de Edmundo, e que transformação! O Encontro dele com Aslam o mudou para sempre, ao ler as demais crônicas, percebe-se a nítida mudança de Edmundo, o Justo, como  é chamado por Aslam no dia da coroação.

Ele passou a ser um dos meus personagens favoritos, vindo inclusive na frente do Grande Rei Pedro. Edmundo é uma perfeita exemplificação de como um encontro verdadeiro com Cristo, que em Nárnia é conhecido por um outro Nome, transforma a vida de uma pessoa por completo.

Antes ele era Edmundo o mentiroso, o covarde, o traidor, o mal-humorado, depois passou a ser Edmundo, o Justo, o Justificado, um dos grandes reis de Nárnia, e assim como ocorreu com ele, também o nosso encontro com Cristo, deve mudar o nosso caráter. Eu quero ser cada dia mais como Edmundo, alguém totalmente transformado ao encontrar o Leão que não é domesticado.


Sola Gratia, Sola Fide, Sola Scriptura, Sola Christus, Soli Deo Gloria

3 comentários:

Carolina Leonel disse...

Muito bom o texto! Eu penso como você. Também sou Edimundo e tudo que eu odiei nele é justamente o pecado que eu cometo.
"O mal será bem quando Aslam chegar, Ao seu rugido, a dor fugirá, Nos seus dentes, o inverno morrerá, Na sua juba, a flor há de voltar". (As Crônicas de Nárnia - O LEÃO, A FEITICEIRA E O GUARDA-ROUPA)
Ainda bem que fomos perdoados e justificados pelo nosso Redentor!

Daniela Nogueira disse...

Adorei seu jeito de escrever esse texto!

Querendo ou não, todos somos Edmundos...podemos negar, mas é a verdade.

E graças a Deus pela graça que nos justifica e nos faz justos!

Bjim maninho!!

Jéssica disse...

Nunca vi essa personagem com esses olhos. Nunca havia me colocado no lugar dela.
Pois é... triste ver que sou assim mesmo.

Ótima idéia e ótimo texto! =)

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